Esta nova edição do Conversa de Escritor tem como objetivo estimular a união das Academias de Letras da nossa região. Fortalecer esse vínculo é garantir que as futuras gerações tenham acesso a uma produção cultural viva, integrada e profundamente conectada com o território onde vivem.
Nossa intenção é, oportunamente, convidar outros grupos de escritores da Baixada Santista para, juntos, fortalecermos a literatura regional.
Nesta ocasião, tivemos a honra de receber os seguintes convidados:
Eustázio Alves Pereira Filho – Presidente da Academia Santista de Letras “Casa de Martins Fontes”
Carlos Alberto Indalécio – Presidente da Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofícios “Frei Gaspar da Madre de Deus”
Alexandra Barello – Diretora de Comunicação da Academia Itanhaense de Letras
Luiza Maria de Oliveira Sucena – Diretora de Cultura e Eventos da Academia Peruibense de Letras e Elaine Cristina Soares – 1.ª Secretária e Relações Públicas da Academia Peruibense de Letras
As Academias de Letras desempenham um papel fundamental na preservação da identidade cultural e na valorização da produção literária na Baixada Santista. Mais do que simples espaços de reunião para escritores e intelectuais, essas instituições funcionam como guardiãs da memória local, responsáveis por registrar a história, as tradições e as transformações sociais das cidades que compõem a região. Em um cenário onde a cultura frequentemente disputa espaço com o entretenimento digital e o imediatismo, as academias resistem como faróis de incentivo à leitura, à escrita criativa e ao pensamento crítico. Elas oferecem palco para novos talentos, resgatam autores esquecidos e aproximam a comunidade do universo dos livros por meio de saraus, palestras, oficinas, feiras e publicações independentes. No entanto, o verdadeiro potencial da força literária regional se manifesta de forma plena quando essas diferentes casas se conectam. A Baixada Santista, com sua geografia integrada e histórico de cooperação intermunicipal, ganha imensamente ao ver suas Academias de Letras unidas em prol de um objetivo comum. O isolamento institucional muitas vezes limita o alcance das ações culturais a fronteiras municipais invisíveis. Quando as academias quebram essas barreiras e trabalham em rede, cria-se um ecossistema cultural robusto e dinâmico. Essa união possibilita o intercâmbio de ideias, o compartilhamento de recursos e a realização de eventos de grande escala, capazes de projetar a literatura da região para o restante do estado e do país.
Ver as Academias de Letras unidas significa fortalecer a voz coletiva dos escritores caiçaras e daqueles que adotaram a região como lar. Juntas, elas ganham maior representatividade política e social para pleitear políticas públicas de incentivo à cultura, captação de recursos e maior espaço nas escolas locais. A convergência desses corpos literários não apaga a singularidade de cada município, mas soma as suas riquezas, transformando a diversidade da Baixada Santista em uma identidade literária coesa, pulsante e orgulhosa de suas raízes.
