Descrição
Este livro analisa a relação entre trabalho e saúde mental, considerando o papel ambivalente que o trabalho pode exercer como espaço de reorganização emocional e, simultaneamente, como fator de adoecimento psíquico. A partir de uma abordagem qualitativa, que articula vivências pessoais com dados oficiais, legislações e literatura especializada, investiga-se de que maneira fatores como sentido do trabalho, pertencimento, riscos psicossociais e precarização influenciam o bem-estar e a dignidade do trabalhador. Foram utilizados dados do INSS, OMS, SmartLab e Fiocruz, além da análise de marcos normativos como a Constituição Federal, a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT) e a Norma Regulamentadora n.º 1 (NR-1). O estudo evidencia que a perda de sentido, o enfraquecimento de vínculos e a exposição a riscos psicossociais estão entre as principais causas de sofrimento e afastamento laboral, ao passo que ambientes pautados no reconhecimento, na escuta e na autonomia funcionam como fatores protetivos. A análise da evolução da NR-1 demonstra avanços no reconhecimento da saúde mental como direito laboral, mas revela tensões entre a responsabilidade pública e a delegação às empresas. Conclui-se que a efetividade do direito à saúde mental no trabalho depende da articulação entre políticas públicas, fiscalização estatal e práticas organizacionais comprometidas com a vida e a dignidade.






